Conheci o Paulo em 2002 quando fui jogar no Grajáu Country. Ele não era de falar muito durante os treinos e competições. Deixava para conversar na mesa do bar junto com o Ferreti, Alemão, Lucas Paraíba, Servio, Jorge Paulo e tantos outros. Nesses bate-papos aprendi que ela era casado, tinha uma filha, trabalhava na contabilidade de uma grande rede de hotéis en estava de "saco cheio" daquele emprego. A única coisa que não gostava nele era do péssimo hábito que ele tinha de fumar, mas todos nós temos nossos defeitos.
Ele era incapaz de chamar-me pelo nome. Era AEROBOY todo o tempo que saia da boca dele com um tom debochado e extremamente engraçado. Na mesa de jogo não era um virtuoso pois não tinha a mínima paciência para trabalhar as jogadas. Quando achava que já estava mais ou menos bom mandava o adversário preparar o goleiro. Entretanto, se ele estivesse em um dia inspirado era gol na certa.
Quando saí do Grajaú para jogar no Olaria acabei perdendo o contato mais direto com o Paulo pois ele parou de disputar as competições oficiais. Depois que saí do Rio de Janeiro nunca mais o vi.
Com o Paulo César já são três os atletas masters falecidos em consequência de ataques cardíacos em menos de quatro anos. O Miro e o Renato Raposo foram os primeiros. Vamos cuidar melhor do nosso motorzinho pois sem ele não podemos viver e, sendo assim, somente poderemos jogar botão lá no andar de cima.
